sábado, 18 de abril de 2009

Fumando e bebendo nosso Santa


Ser torcedor do Santa Cruz é algo muitas vezes incompreendido por aqueles que não têm essa alegria. Quem o é sabe bem o motivo da minha afirmação. Afinal, nós fazemos certas coisas que não tem muito sentido. A necessidade de ter o nosso time no cotidiano parece ser regra para aqueles que levam a função de torcer a sério.

O amor cresce de tal forma que nos faz medir todas as conseqüências de nossos atos para que não influenciem na tão esperada partida da nossa equipe, sendo ela contra o Colo Colo, pela Libertadores, ou contra o Vitória, por um Estadual em que não se têm mais chances de vencer. Sorrisos brotam dos nossos rostos, independente da envergadura do certame ou do adversário. O que importa é ver o Tricolor jogar.

Torcida "Portão 10", a barra-brava do Santa CruzMas, pelo 2° ano consecutivo, teremos que conviver com um período em que nossas almas de torcedores corais serão torturadas por uma indigesta parada de 77 dias do nosso Santa. Dias sem alegrias, tristezas, pesares, e, principalmente, fortes doses de loucura.

Nosso domingo não será mais o mesmo a partir de segunda-feira. As incertezas sobre o futuro do time são o que menos tem valia nesse momento, pois na realidade o desespero que nos cerca em não ver o Santa desfilar no tapete do Arruda é maior que qualquer coisa.

A decisão entre nossos rivais pouco importa, pois temos o nosso amor mais uma vez em campo neste domingo. “Mas o jogo não vale de nada…” – indagam alguns amigos. Ah, se vale! Vale para amenizar nossos corações antes dessa parada indigesta, para suprir a necessidade de ter o Santa no domingo, para afogar as tristezas da semana, para rever os amigos, para ser feliz…

Mais do que tudo, vale para continuar vivo, vivendo o Santa Cruz dentro de nós e fazendo aumentar ainda mais nosso amor, e, sobretudo, nossa loucura. Afinal, não será qualquer um que entrará em campo logo mais, às 16h. Quem vai jogar é o Santa do povão, que tanto nos encanta e seduz.





*Texto publicado no blog de esportes do Diário de Pernambuco.

terça-feira, 10 de março de 2009

"Hold me Closer"

Estar perto é bom pro ego, pra alma, pra carne, enfim... é bom pra tudo. Os psicoterapêutas afirma que a medida em que nos aproximamos de pessoas positivas, alegres, e de quem se gosta, tudo parece fluir positivamente e a coisa vai pra frente. Mas encontrar esse tipo de pessoa que queremos estar sempre juntos é uma tarefa árdua, penosa. Aconetece de quando em vez, talvez quando a gente pense que esse negócio de bem querer já foi pro "beleléu".
Mas sempre aparece alguém pra preencher um certo vazio existencial que a gente tem. E essa coisa que se sente toma proporções inimagináveis, a coisa começa a ficar legal e o envolvimento é iminente. E essa é a melhor parte de todas as partes! Se jogar! Não ter medo do futuro, das incertezas e afins.
Abraçar forte é o melhor remédio, ficar perto sem ninguém por perto é tão real, quando ouve-se algo doce suavemente, devagar... pode ser deitado em lençóis de seda, ou contando os postes na estrada.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Racionais? (*)





No Brasil, milhares de pessoas utilizam produtos de higiene e cosméticos diariamente pensando no seu bem-estar. O que poucos sabem é que para que o produto chegue nas mãos dos consumidores são necessários vários testes, sejam eles de irritabilidade dermatológica ou reações adversas. O triste de toda essa história é que esses testes não são realizados em seres inanimados, e sim nos nossos animais! É estranho defender causas sociais diversas em prol do planeta e se esquecer de parte dele. Você pode estar pensando: “Ah, mas um animal a mais ou a menos não vai fazer falta.” É importante lembrar que os testes em laboratórios são realizados diversas vezes em vários indivíduos para garantir um resultado satisfatório. Sem, falar no sofrimento dos animais, que muitas vezes morrem, outros perdem parte do corpo ou mesmo quebram a coluna cervical tentando fugir da dor, porém estão acorrentados. Para se chegar ao famoso “no more tears”, várias quantidades de produtos foram derramados nos olhos de coelhos. Ah! E vale ressaltar que não são apenas ratos as vítimas de toda essa crueldade! A grande controvérsia é que alguns testes em animais não garantem que outras reações apareçam nas pessoas. Mas em que ou em quem testar? Devido ao avanço tecnológico, existem maneiras seguras de testar produtos sem usar animais, o grande problema é que o procedimento se torna mais caro e o dinheiro pesa na escolha dessas empresas. Está na hora de rever seus conceitos na hora de usar os produtos que testam em animais e pensar também no bem estar da nossa fauna! Não te convenci? www.pea.org.br



1 - Jéssica é estudante do 3º ano do Ensino Médio do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco.

* - Título idiota invetado de última hora pelo redator, revisor, editor e quebra galho deste blog.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Considerações

Pode-se dizer que a palavra 'férias' remete a descanso, lazer, integração familiar, entre outras coisas. Pra alguns, remete a nada. Isso mesmo. Nada. Nem um pensamento sequer, nem uma tentativa de melhora sequer, nem uma busca de equilíbrio consigo mesmo. Deve ser triste quando a palavra 'férias' significa "esse tanto de coisa sem futuro". Afinal, o tempo que se têm livre das adversidades do trabalho, estudo, ou do convívio entre os homens, deve ser aproveitado pra uma espécie de crescimento pessoal.
No meu caso, esse tempo que tive parado, significou um estado de mudança constante. Surpresas que apareceram no meu caminho, dificuldades que me fizeram chorar, mas que depois me levaram a perseverar para conseguir coisas melhores para mim. Uma 'forçada de barra' que poderia mudar minha vida por completo. Os amigos mais próximos, que perdem seu tempo lendo minhas baboseiras(não são poucos, por incrível que possa parecer), sabem do que falo. Muita gente que passasse por uma situação destas poderia entrar num estado de revolta. Eu não; apesar da minha conhecida personalidade fortíssma. Afinal, não é só no ócio que aparecem as oportunidades de voltar a si mesmo e refletir sobre tudo que se faz na sua estadia nesse plano. As adversidades são um 'prato cheio' para exercitar o lado humanista consigo mesmo. E, depois de alguns dias, eu vejo que superei bem essa fase curta e complicada. E que meu crescimento espiritual, ético e moral, depende das minhas atitudes, não do meu ócio de verão.
Por fim, queria agradecer a todos os meus amigos que me deram força nesse período complicado, e que demonstraram o quão sou querido pelas pessoas; algo super valoroso! Obrigado a minha familia que sempre esteve comigo, e ao Pai por me dar forças e enxugar as lágrimas de minha vó, principalmente. Obrigado mesmo, a todos uqe me rodearam nessa fase. Obrigado aos colegas que lá ficaram, por terem sido solidários, dando forças uns pros outros. Obrigado à União, pela experiência de vida única que me proporcionaram. Mas, creio que meu destino não é esse,  como enfatizou um amigo quando do meu regresso repentino. Talvez meu destino seja continuar escrevendo essa baboseira por ai...

Muita Luz a todos!